DOSSIER 08

A Lua e a sua influência

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A full moon ringed in blue light against a starfield

Três cenários para a formação da Lua

🌙 O primeiro cenário era o da fissão. Logo após a sua formação, a Terra era uma massa líquida em rotação relativamente rápida. Devido à força centrífuga, o nosso planeta teria ejetado uma fração da sua massa que se teria finalmente aglomerado para dar origem à Lua.

🌙 O segundo cenário era o da criação simultânea: a Terra e a Lua ter-se-iam formado simultaneamente a partir da mesma fonte de poeiras.

🌙 Por fim, o terceiro cenário era o da captura, segundo o qual a Lua se teria formado numa região diferente do sistema solar, mas teria sido capturada a dada altura pelo campo de gravidade da Terra.

Na verdade, nenhuma destas antigas teorias é verdadeiramente satisfatória. A análise das rochas lunares mostrou que a sua composição química é diferente da das rochas terrestres, em particular no que diz respeito à proporção de ferro. A Lua não pode portanto ser formada unicamente de matéria arrancada à Terra e também não pode simplesmente ter nascido na mesma região que a Terra.

Vários planetologistas propuseram assim, em 1975, um quarto cenário mais complicado para a origem da Lua. Segundo eles, muito cedo na história do sistema solar, ter-se-ia produzido uma colisão entre a Terra e um outro objeto do tamanho de Marte. Essa colisão teria provocado a ejeção de uma enorme quantidade de matéria que se teria aglomerado para dar origem à Lua.

Esta última teoria pode explicar todas as diferenças ou semelhanças entre a Terra e a Lua, e é portanto a teoria mais bem aceite hoje em dia.

A exploração da lua começa com o lançamento dos primeiros programas espaciais em 1950. O primeiro passo do homem na Lua pelo americano Neil Armstrong a 21 de Julho de 1969, no âmbito da missão Apollo 11. A Nasa prevê enviar de novo homens à lua em 2020.

A Lua influencia as marés.

As Marés variam com a atração lunar, a altura do nível dos mares e dos oceanos, causada por forças gravitacionais devidas à Lua e ao Sol e por uma força de inércia devida à revolução da Terra em torno do centro de gravidade do par Terra-Lua, tudo conjugado com a rotação da terra sobre o seu eixo.

A Lua continua a ser uma figura muito presente em numerosas mitologias e crenças. É em correlação com o sol que se manifesta o simbolismo da Lua. As suas relações, ordenamento, hierarquia, diferenciam-se de uma sociedade para outra. Para algumas: ela é o elemento fêmea passivo. É então associada a divindades femininas. Assim, a deusa grega Selene (Luna entre os Romanos) foi associada à Lua. Para outras, a Lua é uma divindade macho. O deus japonês Tsu-ku-yo-mi, está associado à Lua, e a sua irmã A-ma-ter-a-su associada ao Sol. O mesmo entre os Mesopotâmicos, onde o deus Sin está ligado à Lua. Esta inversão está igualmente presente nas mitologias nórdicas, escandinavas, letãs… Como entre os Índios do Brasil.

É a observação a olho nu da lua nova que assinala o início do mês para os muçulmanos, a era muçulmana baseia-se num calendário lunar e cuja origem se liga a um acontecimento histórico que é o exílio do Profeta Muhammad (SWS).

Mas a Lua nem sempre teve só o bom papel. Nas civilizações da América do Sul, entre os Maias e os Astecas; é por vezes marcada por sinais maléficos. Pelo seu lado mutável, com aparências enganadoras, em certos povos carrega os símbolos da falsidade e da preguiça.

No fim, as variações de tonalidades e de luminosidades à superfície da Lua formam motivos que os homens interpretaram de forma diferente consoante a sua cultura e o seu imaginário: coelho, búfalo, ou rosto de homem. Os astrónomos antigos pensavam que as zonas escuras e regulares estavam cheias de água. Chamaram-lhes «mar», enquanto os planaltos, de cor clara, foram batizados de «terra». Estas denominações ainda vigoram hoje, mesmo sabendo-se que não correspondem a nenhuma realidade.

Hoje, numerosos profissionais da saúde mental pensam que o ciclo da Lua tem um efeito sobre o nosso comportamento. A radiação eletromagnética da Lua tornar-nos-ia mais nervosos no momento da lua cheia, mas também mais despertos espiritualmente.

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