DOSSIER 08

Um mundo sem Rinos

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A white rhinoceros standing in tall grass with two oxpeckers perched on its back
Crédito da foto: Pierre-Alain Dupont

O rinoceronte é um dos maiores mamíferos terrestres, podendo medir até 4m de comprimento por 2m de altura e aproximar-se das 2 toneladas, pode correr até 40km/h quando carrega. Vive em média entre 40 e 50 anos e as fêmeas têm, quase voluntariamente, apenas uma gestação em média de 5 em 5 anos para poderem tratar da sua cria.

Encontra-se em África e na Ásia, onde quase desapareceu em estado selvagem, restam apenas alguns milhares atualmente.

O rinoceronte vive normalmente solitário, mas na savana podem por vezes ver-se pequenos grupos. São animais territoriais, mas o rino branco é muito mais cool e social.

Os rinocerontes são muitas vezes acompanhados por aves pica-boi que se empoleiram na sua pele e limpam os parasitas. Em casos bastante raros, os rinocerontes jovens podem ser presa de grandes felinos como o leão. Em contrapartida, os rinocerontes adultos não têm qualquer inimigo, a não ser o homem.

Na maior parte do tempo, o rinoceronte ameaça o seu adversário, mas não o combate realmente.

A lama é essencial para os refrescar, para os proteger dos insetos e para proteger a sua pele do sol. Espessa, serve também de carapaça durante os combates que se travam pela dominância.

O rinoceronte-negro, cujo lábio superior é em gancho, alimenta-se de folhas ou de outros arbustos; o rinoceronte-branco, de boca larga e lábios quadrados, pasta a erva.

O corno do rinoceronte cresce cerca de 7 cm por ano. Volta a crescer como a unha. O maior corno conhecido media 1,58 m.

Erguido para o céu, o corno é uma grande proteção e um símbolo de poder.

Em algumas culturas, sobretudo na China e no Vietname, os rinocerontes são cobiçados pelos supostos efeitos terapêuticos e afrodisíacos atribuídos ao corno moído ou como marca de estatuto e símbolo de virilidade, estes cultos favoreceram o seu tráfico no mercado negro, onde um corno vale perto de 200 000€ ou 70 000€ por quilo. A caça furtiva de espécies, ainda assim em vias de extinção, está em constante aumento, tal como os preços deste tráfico, nunca tão elevados. Testes feitos em laboratório não encontraram nenhuma das alegadas virtudes: «Medicamente é como roer as unhas» É queratina pura.

A situação é dramática, a população de Rinocerontes no mundo era de 500 000 indivíduos em 1990 e restam apenas alguns milhares atualmente. Evita-se recenseá-los para evitar que sejam localizados, somos infelizmente obrigados a cortar-lhes os cornos para evitar que sejam mortos.

Há associações que lutam ativamente no terreno para proteger os animais e arriscam a vida todos os dias. É imperativo apoiá-las nas suas diligências de proteção, na maior parte do tempo voluntárias.

Perdemos em média 2 rinos por dia! Esta espécie não pode sobreviver a uma tal taxa de mortalidade. Em 10 anos, a maior população de rinocerontes diminuiu 70 %. A situação é crítica!

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